quinta-feira, 28 de março de 2013

O Porquinho da Páscoa!


Na minha infância/juventude, nunca houve os ovos e o coelhinho de Páscoa...
Para mim a altura da Páscoa sempre significou, o regresso a um sítio pequenino, mas com um lugar muito grande no meu coração ... o Vale do Grou.
Todas as Páscoas que me lembro, rumáva-mos a ao encontro dos meus avós, para mais uma espectacular e cheia de tradições Páscoa em família!
Normalmente os meus avós matavam um porco por esta altura, e para quem desconhece ou nunca assistiu a uma "matança", e perdoem-me os defensores dos direitos dos animais (que eu também o sou), era uma grande festa!
Apesar de muito trabalhoso e cansativo, tudo se ultrapassava, com a reunião da família e amigos que ajudavam, era uma dia de partilha, de entreajuda, de matar saudades....
Todos trabalhavam, comiam e bebiam e que deliciosas eram aquelas febras fresquinhas assadas em verdadeiras brasas de lareira...
Foram tempos muitos bons que recordo e guardo com muito carinho e saudosismo...
Tenho especialmente saudades, dos cheiros, da lareira, da reunião em família e dos meus avós queridos, que saudades que eu tenho vossas...
Gostava muito que tivessem conhecido o Gonçalo, mas promessa minha, ele vai conhecer-vos muito bem!



O presente que o Gonçalo ofereceu aos pais na sua 1ª Páscoa! (escusado será dizer que os ovinhos de chocolate já marcharam todos! :) )







A "obra de arte" que a habilidosa da avó D. fez, de recordação para os pais, avós e bisavó!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Que saudades!






Ainda faltam 8 dias e eu já nem  ando a dormir bem!!
É tanta a excitação, a emoção e a alegria de voltar a pôr os pés no meu querido Estádio da Luz...
A última vez que fui, já trazia o Gonçalo comigo e fartei me de chorar, porque se tratava de uma despedida, de um até não sei quando...
Cheira me que neste "reencontro", a lamechice pegada se vai instalar!
Diziam-me que era melhor não ir mais, por causa das confusões, mas principalmente por causa das emoções... Sim, porque se há uma coisa que mexe comigo, e muito é um jogo do Benfica ao vivo, seja ele qual fôr e para que competição for; para mim é o meu Benfica e o resto não me interessa!
E eu até nem me importava que o puto nascesse no Estádio da Luz! lol Podia ser que o LFV me oferecesse uns lugares vitalicios num camarote jeitoso!


11 Fevereiro de 2012






4 de Abril de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

9 meses!

O Gonçalo faz  9 meses :) Tantos quantos os que passou dentro da barriga da sua mãe!
Continua grande e lindo!
Aos 9 meses começa finalmente a deslocar-se numa mistura entre gatinhar e "aranhar" (ou seja andar de mãos e pés no chão com o rabo espetado para o ar) LOL.
Começou a deslocar-se de forma a conseguir chegar onde quer em vez de se limitar a ficar deitado a choramingar até alguém o ir buscar.
Continua destemido a agarrar-se a tudo para se pôr de pé, contudo ainda não percebeu que estando de pé não é muito conveniente largar-se!! Qualquer dia magoa-se à séria :)

Come de tudo e mais alguma coisa. Já come fruta inteira, bocados de banana, de maçã, de pêra, de manga... não nos pode ver a comer nada, que quer para ele! E bolachas maria, é uma perdição! De vez em quando já lhe vou dando uns bocadinhos da nossa comida, mas mete tudo na boca e às vezes acaba por se engasgar!
E gosta de tudo. Ainda não comeu nada que não gostasse. Incrível.


Continua a dormir bem de dia e de noite, tirando uma ou outra noite, em que deve ter tido um dia com mais estímulos, ou então porque está com o nariz entupido ou com alguma dorzita dos dentes...
Começa a fazer birras, se lhe tiramos alguma coisa  grita desalmadamente!!
E é teimoso, muitíssimo, porque nem dois minutos depois do "Não!" ou de lhe termos tirado algo ele torna a tentar ir buscar, sempre a refilar e com uma força descomunal.
Está naquela fase de começar a estranhar as pessoas, que vê menos vezes, e de vez em quando lá vem aquele beiçinho lindo que eu já tinha saudades!

Continua bastante observador, é o que eu digo, este miúdo ainda vai para inspector da Polícia Judiciária, (e lá se vai uma carreira brilhante no futebol!!)
É menino da mamã. Adora o pai, os avós e o tio, mas nos momentos de aperto é à mãe que ele quer vir, é no meu colo que quer estar.


Palra imenso. Faz imensos sons, mas ainda não lhe consegui reconhecer nenhuma palavra,(embora o pai diga que ele já disse pai) lol

Ontem antes de o deitar fiquei a olhar para ele, e ainda me custa a acreditar em como ele é, e no facto de ser meu. É um amor demasiado grande para conseguir descrever em palavras. Demasiado forte e inexplicavél.
Ele representa tudo o que eu tenho de bom e melhor, e se algum dia tudo à minha volta falhar, vou continuar a acordar todos os dias com aquela sensação de esperança e de aconchego, pois ele existe na minha vida, e vai compensar tudo o resto...








sexta-feira, 8 de março de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Amei o texto e vou partilhar


Os filhos não são brinquedos, não se escolhem, não se trocam, não se aperfeiçoam, nem se devolvem. Muito menos funcionam com pilhas e nunca, nunca trazem livros de instruções. E é isto que torna esta tarefa de pai e mãe tão ingrata, difícil e imprevisível. Os filhos lá por serem nossos, não nos pertencem; somos nós que os alimentamos, educamos e sustentamos, mas por junto é só para isso que servimos. De resto eles são eles e desenvolvem-se, crescem, pensam e sentem apesar de nós. E quando já não são educáveis, sustentáveis e alimentáveis, deixam de ser nossos. Os filhos, ao contrário da dívida da casa, não duram uma vida. Duram apenas uns aninhos e não há qualquer garantia de que fiquem nossos. 
E, então, o que é que resta ao fim desses anos de sustento e dedicação? Resta uma ligação. No fim é esta ligação que conta: depois de milhões de litros de leite consumidos de dias e dias de explicações, de milhares de ordens e de noites sem dormir é só isso que resta. Uma simples ligação.  
Ora, como eles são todos diferentes, e alguns muito difíceis de conhecer, esta ligação tem vários níveis de consistência. Um pai ou uma mãe pode passar uma vida toda sem conhecer o seu filho, sem imaginar o que ele está a pensar ou prever o seu comportamento. E nestes casos é preciso um esforço racional para criar uma relação. Não é para gostar, é para interagir. Os filhos gostam sempre dos pais e os pais quase sempre dos filhos, mas nem todos se dão entre eles. Tal como o telemovel ou a internet, é preciso manter compromissos ao final do mês e ver se há rede. Ou ficamos sem ligação.



                                                                                                                                 

terça-feira, 5 de março de 2013